Fala meus bons, como vocês estão? Espero que bem.

Sabe, hoje falaremos sobre essa magnífica obra de arte chamada The Last of US parte 2.

Cara, poucas foram as vezes em que uma história mexeu tanto comigo, me fazendo ficar um tempo pensando sobre os temas abordados e como  exemplificar com maestria um ciclo que gera tantos conflitos do começo ao fim de cada.

Lembrando que evitarei ao máximo dar spoilers, porém ele virão, não tem como!

E que esse texto abordará mais a história a minha experiência com ela.

Quem sabe um outro dia faço um mais sobre a mecânica do jogo.

Avisados então ! AVENGERS… ASSEMBLE!

 

Pois bem começamos!

 

Em diversos momento sempre nos deparamos com filmes, séries, jogos falando sobre vingança e os danos causados pela mesma, como o gatilho que gera trauma e acaba se tornando um peso imensurável na vida do “futuro vingador(a)”, por assim dizer. Apesar disso, na maioria esmagadora das vezes, por conveniência ou seja lá por qual motivo, os efeito do sentimento de ódio intenso acabarem quando a vingança de fato é efetivada, como se a intensidade da raiva fosse como uma lâmpada, com um botão liga e desliga. E esse e é o grande ponto em que a história de The Last of Us part 2 navega toda a sua narrativa, que basicamente descreve como uma pessoa se torna completamente cega com tudo ao seu redor, até mesmo com as conquistas, pôe tudo a perder para saciar essa sede, que posteriormente acaba por nem se lembrar como tudo começou.

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É muito importante salientar que chega a um momento na história, onde o apocalipse zumbi em si se torna completamente secundário de tão tensa se tornam as relações humanas, os conflitos, com boas e péssimas decisões da Ellie, Abby e os outros. Essa segunda conseguiu a minha inteira admiração (sendo que eu achava que dificilmente alguém chegaria perto da Ellie), eu me apeguei de verdade com ela e mais para frente eu exemplifico o que mais  de deixou sem perspectiva do jogo.

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Agora sim, para o começo do jogo.

 

Imagino que pra geral, era óbvia a decisão de ir e tentar uma vida nova lá em Jakson, onde o irmão do Joel vive, pois bem. Como já dizia o Capitão Nascimento: “quem disse que a vida é fácil”. Mesmo em um mundo apocalíptico, você fazer UM MONTE, MAS UM MONTE MESMO DE MERDA, teu passado acaba por voltar a te perseguir.

Entramos numa das maiores (se não a maior), questão da parte 1 e 2: Joel fez certo em salvar a Ellie condenando milhões de vida?

 

Sim, eu tenho um posicionamento sobre, afinal o Leandro José ainda disse que me pagará para escrever nessa budega. Give my money safado.

 

Eu penso que existe, mesmo que de forma genérica, valores na sociedade como um todo e que de tempos em tempos, através de acontecimentos com proporções mundiais, esses valores são alterados, sendo que certas coisas ganham valores e outras perdem. Estamos ok até aqui? Sim! Estamos ok até aqui. Hoje, no conforto do meu lar, eu poderia dizer que o que o Joel fez seria o equivalente a permitir uma chacina programada, pois se fosse produzida a vacina as custa da vida da Ellie, o vírus poderia ser combatido e MUITAS pessoas seriam salvas. No contexto geral sim, ele condenou um povo ai. No entanto, o contexto específico em que eles são submetidos, sendo jogados em meio a pandemia de tal proporção, perdendo uma filha de forma tão trágica como foi e surgindo a possibilidade de reviver esse trauma novamente, sem fazer nada, seria no mínimo desumano esperar que ele não tenha feito o que fez, mas como eu disse, não da pra acha que vai passar por cima de tantas pessoas e que as coisas ficaram por isso mesmo pra sempre. Não é só o Joel que possui entes queridos e que quer mantê-los a salvo.

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Tendo isso em mente, o jogo mostra algo que eu sempre tive em pensamento: O gatilho que inicia o ciclo de ódio é o trauma emocional.

 

Assim como o Joel mudou completamente o seu jeito, após a perda da sua filha. O mesmo rolou com a Abby com o seu pai (mas o fato de só haver um cirurgião vivo em todo o mundo não me convenceu, mas enfim), e consequentemente com a Ellie, que já havia perdido os pais no primeiro e aconteceu o que aconteceu no segundo. Em todos os caso, foram choque emocionais muito grandes, que marca a pessoa pro resto da vida, ainda intensificados pelo momento de decadência da terra e dos seres vivos. Criando assim uma espécie de neblina na razão das pessoas.

As sociedades

Em diversos momentos do jogos, temos exemplos de sociedades que se desenvolveram de formas completamente distintas, como a Jakson que só queriam sobreviver da melhor forma possível. Os Wolfs que se rebelaram contra a FEDRA(onde os  membros dos exército sobreviventes tomavam conta), pois existia uma das maiores característica que sempre foi atribuído a militares: Opressão à oposição.

Obviamente sempre existirá a parte religiosa, que veio representada pelos Scars, porém eles acabam por se tornar os “vilões” do jogo por diversos outros fatores, como extremismos e dedos leves. Aqueles que basicamente matam e depois, perguntam

Uma menção honrosa aos Vagalumes, que ainda perseveraram entre o jogo 1 e 2, tentando ser a luz em meio a toda essa escuridão, sendo os que lutam para encontrarem uma cura e restabelecer a sociedade.

Chegando láááááá no finalzinho do jogo, temos os Cascavéis (Skulls), que representam uma sociedade que escravizam outras pessoas, denominadas como desgarrados(escravos).

 

Durante o jogo, tanto a Ellie quanto a Abby entram em conflito com todos esses citados. A Ellie procurando a Abby, quanto a Abby tentando seguir em frente com a vida.

 

Ellie e representatividade.

 

The Last of Us part 2, assim como outras obras que ousaram de alguma forma, dividiu opiniões e causou diversos debates e tudo mais, porém como era de se esperar os incels estouraram a tanga.

Gente morrendo, vingança, escravidão, possível extinção da raça humana, mas o que mais incomodou a turminha do século passado? Relacionamento entre duas muilheres. Toda pessoa que amadurece e tenta aprender um pouco mais sobre coisas que não entende, sabe que quem se ve representado em histórias tão grande como essa, é uma gratificação imensa, pois todos tem o direito de se sentir bem consigo mesmo, que pra mim é um dos pilares de uma sociedade minimamente igualitária. Se a crítica segue o ponto de que não curtiu a história, achou massante por ser grande ou coisa do tipo é mais do que justo, nem todo mundo curte um Jogo – filme, por assim dizer. No entanto temos sempre aqueles que se esforçam para diminuir e desmoralizar os poucos momentos de satisfação dos outros e esse jogo tiveram diversos, discursos de ódio e tudo mais. Bem, deixe o ódio pra eles e continuemos com a felicidades que nos foi concedida. Seguimos em frente.

 

Esse relacionamento entre Diana e Ellie foi bem construido, mostrando a transformações delas e o Jesse(ex da SIana, sim isso tem muita relevância na história), que impacta bastante no desenvolvimento da histórias de todos.

Como eu disse antes, Ellie queria vingança, porém mesmo dentro de momento desesperadores, ela teve oportunidades de esquecer tudo e seguir em frente, poréeem, entretanto, todavia, mas, maaaaaaaaaaaaaas, mas e digo mais! A forma como aconteceu, o motivo que a levou a obter vingança, rolou de uma forma muito forte e chocante, a marcando profundamente, a cegando de ódio, levando quem estava em sua volta para o mesmo caminho. Ódio é um sentimento espinhoso que geralmente só machuca quem está próximo e quer ajudar. Com ela não foi diferente, pois guiada dessa forma, matou outras pessoas (assim como Joel), que também procurava uma forma de sobreviver e seguir em frente.

No fim, essa insanidade lhe custou a mulher que ela amava, um filho e dois dedos, que basicamente a impedia de tocar violão bem, novamente.

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“A gente só da valor quando perde”.

 

Abby. Vingança e recomeço.

 

É um personagem que se tornou a manifestação viva de perseverança e foco. Assim como o Joel disse que a Ellie e a filha dele seriam grandes amigas, eu aposto e ganho que se a Elli e a Abby formassem uma dupla, seria épico com toda a certeza. Como estamos falando desse mundo, a tragetória das duas a tornaram inimigas, mesma a gente sabendo que ambas sofreram praticamente a mesma coisa e tinha muitas coisas em comum. Ambas cresceram dentro de toda essa locura, faziam parte dos Vagalumes e sempre procuram ajudar os amigos.

Com a Abby, podemos entender como funciona o Lobos (WLF de wolf – Inglês), e como fizeram para se libertarem dos militares (FEDRA), e logo em seguida entrarem em conflito com os Scars.

Quando a Abby resolve, acima de tudo salvar os irmão Lev e Yara, sendo a redenção dela, pois no meu ponto de vista os Wolfes estavam com sangue nos olhos com os Scars e pronto pra guerra ou seja, VINGANÇA. A Abby e o Owen estavam cansado dos conflitos, ela salvando quem tecnicicamente seria o seu inimigo e ele querendo se juntar aos Vagalumes em Santa Bárbara, que posteriormente mostrou que realmente existem.

O objtetivo da Elli era a penas a Abby, mas como a Abby obteve a sua vingança, foi mais “tranquilo” seguir em frente, porém isso também teve um preço: seus amigos.

Todos foram arrastados para dentro disso (todos concordaram claro), o que  entra no assunto novamente, tu não pode fazer tanta coisa violenta assim e achar vai ficar por isso.

As duas brigas mortais, entre a Abby e a Ellie são extremamente violentas e me incomodaram de uma forma que eu nunca senti antes. Eu realemente ficaria muito triste se a Naghty Dogs me fizesse matar qualquer uma das duas. Isso seria muito cruel, de verdade.

Enfim, não vou me estender mais, porém se houver mais coisas pra falar eu faço outros texto ou um drops.

Em todo caso, o jogo o foi bem claro em que a vingaça cobra o seu preço, de uma forma ou de outra, sendo que as duas pagaram caro, mas MUITO caro por isso.

Pra mim é um jogo a frente do seu tempo, com uma narrativa impecável e renova o discurso muitas desenvolvedoras e distribuidoras não sabem do que falam, quando dizem que só deve haver jogos online multiplayers daqui pra frente. Basta revisar o histórico de games do ano.

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Data de lançamento inicial: 19 de junho de 2020
Desenvolvedor: Naughty Dog
Série: Sony The Last of Us Series
Plataforma: PlayStation 4
Projetistas: Emilia Schatz, Ricky Cambier
O jogo é realizado por Neil Druckmann e escrito por Druckmann e Halley Gross e a música é novamente composta pelo argentino Gustavo Santaolalla. Troy Baker e Ashley Johnson.
Fonte Wikipédia
Rogerinho que vos fala, apenas jogando conversa fora e não saindo do prata.
Quem pegou pegou.