Dos produtores de Invocação do Mal: A Maldição da Fórmula repetitiva.

Basicamente é assim que se pode definir o filme.

 

Roman Christou e Jaynee-Lynne Kinchen conseguem surpreender com uma atuação pífia mesmo para crianças

 

A Maldição da Chorona é um filme aquém, que não fede nem cheira, o filme basicamente emula a mesma fórmula usada em Invocação do Mal e Anabelle na esperança de conquistar o mesmo sucesso dos dois com uma nova IP. Em A Freira, já presenciamos uma tentativa semelhante, que rendeu um trabalho desastroso ao Corin Hardy, mas que ainda poderia receber um pequeno crédito por não ter copiado a formula, coisa que Michael Chaves não conseguiu, já que o filme feito por ele se define em Invocação do Mal com uma leve pitada de The Maiden (curta dirigido pelo mesmo em 2016) que ele faz questão de “homenagear” com takes exatamente iguais e algumas outras similaridades.

 

O filme é frio, seu primeiro ato é digno de sono, literalmente, o ritmo só passa a engrenar a partir do segundo ato e de uma forma bem lenta, o que para uma sessão em casa ou sozinho pode ser bem desanimador. Os atores… bem, os mirins que me perdoem, mas apresentam uma atuação tão fria e morta que chega ao ponto de incomodar ao olhos.

Infelizmente
Figurinha carimbada

 

Michael Chaves conseguiu fortalecer ainda mais o que já podiamos pressupor com The Maiden, um ótimo diretor visualmente, visual incluindo efeitos especiais que diga-se de passagem, ficaram muito bons em comparativo com alguns outros recentes, mas que peca ao ter que construir qualquer narrativa. O roteiro do filme é fraco, possuí diversos furos que podem ser numerados, o “terror” é clichê abusando de jumpscares e em saltos na trilha sonora para surpreender o público e para se ter ideia do tamanho do problema as melhores partes do filme são as que contém humor, que conseguem te convencer a continuar na avalanche.

Raymond Cruz carrega todos os momentos bons do filme em sua costa.

 

Resumindo: Com diversos problemas que inclusive estão presentes em várias outras produções de terror (e que deveriam servir de lição), o filme não chega ao ponto de ser ruim, mas precisaria comer muito arroz com feijão para ser considerado bom, o filme amarga um ótimo 5/10 caso ainda sejamos legais com o mesmo. E joga um balde de água fria na cabeça de qualquer fã do terror que possuía uma esperança de uma IP de qualidade vinda da Warner.

 

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Ricardo Lima, aspirante a jornalista e nerd em tempo integral, responsável pelo design horrível do site e por todo e qualquer atraso que vir a ocorrer.

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